Dezembro 2008


Quando jogamos um saco plástico no lixo, estamos descartando não só um saco plástico, mas tudo aquilo que foi gasto na sua produção, desde a energia para a extração do petróleo até o combustível usado pelos caminhões que o transportaram até o supermercado. Moral da história: pense duas vezes antes de atirar qualquer coisa na lixeira.

 

Adotar a coleta seletiva de lixo em suas residências é um dos passos para quem quer contribuir com o meio-ambiente. A farmacêutica e também dona-de-casa Ivolina Macedo, sempre procurou ter um estilo de vida saudável. É adepta a esportes e a boa alimentação, a preocupação com o meio-ambiente já fazia parte do seu dia-a-dia e, realizar a coleta apenas somou pontos à seu estilo de vida.

 

Há quase dois anos ela foi impulsionada pelo projeto Ecoelce, que consiste em trocar o lixo por bônus em energia. Ivolina disse que ficou sabendo do projeto e começou a fazer a coleta em sua casa com o intuito de fazer parte do programa, mas nunca chegou a se cadastrar. “Separei uma vez e não deu certo o cadastro, mas fiquei com peso na consciência de misturá-los com o lixo comum e resolvi procurar por postos de coleta próximos a minha casa. Desde então nunca mais parei.”

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            Em sua casa, por enquanto, moram apenas ela e o marido, mas o lixo produzido pelo casal é suficiente para levar aos postos de coleta aproximadamente duas vezes por semana, imagine uma grande família. Ela nos atenta para um detalhe, para que os produtos sejam reciclados eles têm que estar limpos, então é necessário lavá-los com água e sabão, colocá-los em um lugar ventilado para secar e só depois levá-los aos postos.

 

            Além de realizar a coleta, atualmente, Ivolina procura comprar produtos com o selo verde, que asseguram que não foram produzidos à custa de um bem natural que foi degradado. Diz que seu próximo passo é utilizar a “ecobag” (sacolas/embalagens ecológicas) para fazer compras e também implementar a coleta em seu condomínio. Ela e o marido já tentaram conversar sobre o assunto nas reuniões, ela diz que, as pessoas não são muito abertas para receber essas mudanças, “ninguém se interessa, sempre fica para depois.” E acrescenta, “em uma sociedade em que as pessoas jogam lixo pela janela do carro, o que mais se pode esperar? Enquanto isso vou fazendo a minha parte, se você fizesse a sua…”

 

             

A população brasileira gera diariamente cerca de 126 mil toneladas de lixo de consumo (excluindo dejetos industriais e empresariais). Todos sabemos que o lixo é um dos problemas mais graves enfrentados pela população mundial, é que a atividade humana desequilibra o ambiente, mas há muito o que fazer para minimizar os danos e evitar o esgotamento dos recursos naturais.

 

O óleo de cozinha é um material altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia, logo, na rede de esgoto, causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.

 

Para nos ensinar como é feito o processo de reciclagem desse material e qual o seu produto final, iremos falar de um personagem bem interessante, um exemplo a ser seguido: Faustino. Um homem simples com um passado difícil e como ele mesmo se autodenominou “um protetor do meio-ambiente”. 

 

Em seu restaurante, localizado em Fortaleza no Ceará, Faustino, desde 1991 recicla óleo de cozinha (que já foi utilizado, queimado) de uma maneira artesanal e fácil de realizar. Ele transforma o óleo em sabão para lavar louças e o que mais quiser. Mas ele não só recicla o óleo, como também reaproveita restos de comida e cascas de frutas para alimentar os porcos e as galinhas de seu sítio, onde Faustino cultiva boa parte dos produtos que utiliza em seu restaurante. Faz a triagem de metais, como latinhas de refrigerante, e entrega para um rapaz que trabalha coletando o lixo na rua. Também reutiliza as garrafas de refrigerante, água tônica, após elas serem devidamente esterilizadas, para engarrafar a cajuína que produz em seu sítio. E como se não bastasse ele ainda reutiliza a água que usou para esterilizar as louças para lavar a calçada do restaurante.

 

Fazer o que Faustino faz qualquer um pode fazer, são medidas simples mas que fazem uma grande diferença. E o chef de cozinha nos revela o seu “segredo”: papel e caneta na mão para anotar, pois a receita de Faustino para a reciclagem do óleo é a seguinte: 

 

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            Se por acaso você achar que dá muito trabalho ou, não tem como realizar o processo de reciclagem, não tem problema, o Faustino nos falou que adoraria receber o óleo já utilizado por outras pessoas. É só passar em seu restaurante e deixar com alguém de lá. O endereço é: Rua Delmiro Gouveia, 1520 – Varjota – Fortaleza/CE.
O horário de funcionamento é de  3ª/6ª 12h/15h, 19h/24h, sáb 12h/1h, dom 12h/16h. Se você não é residente da cidade de Fortaleza, procure os postos de coleta da sua cidade e faça a sua parte! Vamos proteger o meio-ambiente!