A televisão digital, ou TV digital, significa mais do que apenas um avanço tecnológico da televisão, é na verdade, uma nova maneira de comunicar baseada na transmissão de sinais digitais, que resultará em uma alta qualidade de áudio e vídeo e uma maior oferta de serviços de informação e entretenimento.
Sabe-se que a necessidade de representar fatos e sentimentos através das imagens acompanha o homem desde a história da civilização. No passado, esses registros eram feitos nas cavernas, representando as emoções e vivências do dia-a-dia, como por exemplo, as caçadas. Com a descoberta da fotografia e do cinema, e o desenvolvimento da tecnologia, a reprodução da realidade obteve recursos de luz, ângulos e retoques, intensificando o sentimento de fidelidade representado nesses registros. Na história da televisão não poderia ser diferente, uma vez que invadiu os lares com tamanha força e poder da realidade, manipulando opiniões e modificando o comportamento da sociedade.
A televisão é um veículo que desde a segunda metade da década de 50, tornou-se uma forma de comunicação de massa no mundo, invadindo lares e ocupando lugar como membro da família, fazendo parte da história e definindo o assunto das rodas de discussão.
Assistir à televisão um hábito ligado a fatos muito antigos das sociedades humanas. Tem a ver com a experiência do homem de olhar objetos, cenas, a natureza e buscar por meio disso algum tipo de resposta, satisfação, distração, conhecimento. Hoje, é a televisão que funciona em primeiro lugar para dar estas respostas ao homem que diante dela se senta.
A televisão digital, ou TV digital, significa mais do que apenas um avanço tecnológico da televisão, é na verdade, uma nova maneira de comunicar baseada na transmissão de sinais digitais, que resultará em uma alta qualidade de áudio e vídeo e uma maior oferta de serviços de informação e entretenimento.
A diferença entre os sistemas de transmissão analógico e digital está na maneira com que as imagens são codificadas para a transmissão.
No livro “A Nova Mídia”, Wilson Dizard afirma que os sinais analógicos podem lidar com apenas uma aplicação de cada vez – por exemplo, um disco de música, um programa de TV, ou um telefonema. Eles copiam a forma, o timing e o tipo de sinal que gravam, na verdade prendendo o receptor (telefone, televisor, etc.) ao transmissor numa espécie de trava. Uma tecnologia do século XIX que nos deu os telefones e a radiodifusão, e que está se tornando cada vez mais absoleta na era do computador.
Dizard explica que os sinais digitais, os que são necessários para máquinas de alta tecnologia, são mais flexíveis pois são baseados em dígitos binários. Esses sinais não fazem qualquer distinção entre transmissões de vídeo, som ou dados e podem lidar com todos eles num único fluxo.
No fim, todas as redes de telefone, radiodifusão e dados do mundo serão digitalizadas. Essa mudança tem conseqüências importantes para os telecomputadores e para a mídia de massa – antiga e nova – que lhes fornecerá a programação de informação e entretenimento.
Então, a televisão de alta definição (high-definition television – HDTV) é um sistema digital com qualidade superior de vídeo que irá eventualmente substituir os aparelhos de padrão analógico que atualmente estão em operação e foram adotados a mais de cinqüenta anos. A tela de HDTV tem o dobro de linhas de definição da TV convencional, além de som estéreo.
Por anos, a TV de alta definição foi tida como um simples avanço da transmissão de sinais televisivos convencionais, onde se manteria o mesmo formato analógico até então utilizado. “Num país onde as emissoras de TV aberta são a principal fonte de informação e entretenimento para a população, a migração para as transmissões digitais é imprescindível para que ela possa, além de concorrer com as demais mídias, continuar a prestar seus relevantes serviços à comunidade”. (Ministério das Comunicações)