Quando jogamos um saco plástico no lixo, estamos descartando não só um saco plástico, mas tudo aquilo que foi gasto na sua produção, desde a energia para a extração do petróleo até o combustível usado pelos caminhões que o transportaram até o supermercado. Moral da história: pense duas vezes antes de atirar qualquer coisa na lixeira.
Adotar a coleta seletiva de lixo em suas residências é um dos passos para quem quer contribuir com o meio-ambiente. A farmacêutica e também dona-de-casa Ivolina Macedo, sempre procurou ter um estilo de vida saudável. É adepta a esportes e a boa alimentação, a preocupação com o meio-ambiente já fazia parte do seu dia-a-dia e, realizar a coleta apenas somou pontos à seu estilo de vida.
Há quase dois anos ela foi impulsionada pelo projeto Ecoelce, que consiste em trocar o lixo por bônus em energia. Ivolina disse que ficou sabendo do projeto e começou a fazer a coleta em sua casa com o intuito de fazer parte do programa, mas nunca chegou a se cadastrar. “Separei uma vez e não deu certo o cadastro, mas fiquei com peso na consciência de misturá-los com o lixo comum e resolvi procurar por postos de coleta próximos a minha casa. Desde então nunca mais parei.”

Em sua casa, por enquanto, moram apenas ela e o marido, mas o lixo produzido pelo casal é suficiente para levar aos postos de coleta aproximadamente duas vezes por semana, imagine uma grande família. Ela nos atenta para um detalhe, para que os produtos sejam reciclados eles têm que estar limpos, então é necessário lavá-los com água e sabão, colocá-los em um lugar ventilado para secar e só depois levá-los aos postos.
Além de realizar a coleta, atualmente, Ivolina procura comprar produtos com o selo verde, que asseguram que não foram produzidos à custa de um bem natural que foi degradado. Diz que seu próximo passo é utilizar a “ecobag” (sacolas/embalagens ecológicas) para fazer compras e também implementar a coleta em seu condomínio. Ela e o marido já tentaram conversar sobre o assunto nas reuniões, ela diz que, as pessoas não são muito abertas para receber essas mudanças, “ninguém se interessa, sempre fica para depois.” E acrescenta, “em uma sociedade em que as pessoas jogam lixo pela janela do carro, o que mais se pode esperar? Enquanto isso vou fazendo a minha parte, se você fizesse a sua…”






